Varejo Brasileiro Acelera Omnichannel com Foco em Capacitação de Equipes
Grandes redes como Magazine Luiza, Americanas, Casas Bahia e Assaí investem em omnichannel; capacitação contínua de equipes é essencial.
Varejo Brasileiro Acelera Omnichannel com Foco em Capacitação de Equipes
31 de agosto de 2026
O varejo brasileiro vive uma nova etapa da transformação digital em 2026. Grandes redes como Magazine Luiza, Americanas, Casas Bahia e Assaí Atacadista estão redefinindo suas operações para atender um consumidor cada vez mais híbrido — que alterna entre a loja física, o e-commerce e o marketplace. Com o crescimento das vendas digitais e a retomada de lojas físicas, o omnichannel deixou de ser diferencial e virou condição para sobreviver no mercado.
Segundo dados do setor, cerca de 30% dos consumidores já adotam comportamento de compra híbrido. No primeiro semestre de 2026, o e-commerce brasileiro faturou R$ 125 bilhões, com projeção de ultrapassar R$ 260 bilhões no ano. Nesse cenário, a rentabilidade — e não o crescimento a qualquer custo — define as estratégias.
Movimentos das grandes redes
O Magazine Luiza, por exemplo, voltou a abrir lojas físicas no interior do Rio de Janeiro, no Distrito Federal e na Zona Sul de São Paulo, utilizando as unidades como pontos de troca e entrega para o e-commerce. As vendas totais chegaram a R$ 14,5 bilhões no segundo trimestre de 2026, com alta de 10,3% nas lojas físicas. A companhia também firmou parceria com a Amazon para ampliar a exposição no canal digital.
A Americanas, em recuperação, expandiu sua estratégia omnichannel para 1.448 lojas e registrou avanço de 74,6% nas vendas digitais (O2O) no primeiro semestre. Já a Casas Bahia fechou 298 lojas e concentrou investimentos no Sudeste, Sul e parte do Nordeste, além de ampliar parcerias com marketplaces como Mercado Livre, Amazon e Shopee — que já representam 10% do GMV online da companhia.
O Assaí segue na contramão, com expansão física: planeja abrir 10 novas lojas em 2026 e lançou o Assaí Farma, com 25 farmácias previstas. A rede registrou lucro líquido recorrente de R$ 344 milhões no segundo trimestre, quase o dobro do ano anterior.
| Rede | Estratégia omnichannel | Destaque recente |
|---|---|---|
| Magazine Luiza | Reabertura de lojas + marketplace Amazon | Vendas físicas +10,3% no 2T26 |
| Americanas | Omnichannel em 1.448 lojas | Vendas O2O +74,6% no 1S26 |
| Casas Bahia | Fechamento de lojas e parcerias com marketplaces | Online próprio +27,4% no 1T26 |
| Assaí | Expansão física e Assaí Farma | Lucro recorrente de R$ 344 mi no 2T26 |
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Omnichannel exige nova capacitação
Integrar canais não é apenas uma questão de tecnologia ou logística. Exige também treinamento contínuo dos vendedores, que precisam atender bem no balcão, no WhatsApp, no chat do site e no marketplace, com a mesma qualidade e informação atualizada.
O vendedor do varejo omnichannel precisa dominar múltiplos canais e tecnologias; sem capacitação adequada, a experiência do cliente quebra no momento decisivo.
Nesse contexto, as Learning Experience Platforms (LXPs) surgem como a principal ferramenta para personalizar o aprendizado dos times de vendas. Diferentemente dos LMS tradicionais, as LXPs usam inteligência artificial para criar trilhas adaptativas, microlearning e conteúdos acessíveis pelo celular, inclusive offline — ideal para quem está na loja ou em campo.
Plataformas como a Toolzz LXP permitem integrar treinamento, comunicação e metas de desempenho em um só ambiente. Os gestores conseguem identificar lacunas de conhecimento e oferecer conteúdos no momento exato da necessidade, o que aumenta o engajamento e reduz o tempo de atualização das equipes.
O que isso significa para o mercado
A transformação omnichannel no varejo brasileiro mostra que não basta ter aplicativos modernos ou lojas bonitas. É preciso conectar tudo com processos, dados e pessoas bem preparadas. As redes que investirem em tecnologia e capacitação tendem a sair na frente, conquistando clientes mais fiéis e operações mais eficientes.
Para as empresas que querem acelerar esse movimento, a combinação de agentes de IA, chatbots e plataformas de aprendizado pode fazer a diferença. Enquanto a IA automatiza atendimentos e qualifica leads, uma plataforma de experiência de aprendizado garante que cada colaborador saiba usar os canais da melhor forma.
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